O meu High School e a minha história ...

Oi! Meu nome é Davi, o meu currículo do High School wfoi todo organizado por projetos, com a ajuda da minha mãe Raquel, da IA e da minha advisor Priscilla. Este portfólio tem um eixo condutor: narrativa entre mídias. Tudo que você vai encontrar aqui — análises de HQs e games, encenações com miniaturas, exercícios de teatro e dublagem, ensaios sobre cultura pop — orbita em torno da mesma pergunta: como as histórias funcionam e como elas se transformam?

Não é um portfólio de um único talento. É o registro de alguém que aprende atravessando linguagens — do corpo para a câmera, do papel para o pixel, do jogo para o palco. Se você quiser entender como tudo isso se conecta, comece pela minha história.

Olhando para o que produzi ao longo do High School, consigo identificar um movimento claro: fui do intuitivo ao consciente.

No começo, eu seguia o entusiasmo. Analisava HQs, animes e games porque queria entender como funcionavam. As produções eram mais espontâneas — encenações com LEGO e Dummy 13, vídeos no TikTok, ensaios no blog. O olhar já estava lá, mas ainda sem método.

Com o tempo, o processo ficou mais estruturado. Aprendi a planejar cenas, a documentar escolhas, a comparar como diferentes mídias resolvem os mesmos problemas narrativos. O teatro e a dublagem entraram como disciplinas sérias — com exercícios técnicos regulares, prática com fonoaudióloga, estudos de cena que você pode acompanhar nos vídeos do portfólio.

Hoje, consigo integrar análise e criação. Sei que a encenação com miniaturas não é brincadeira — é um laboratório de composição espacial e ritmo narrativo. Sei que analisar uma adaptação envolve comparar escolhas estéticas, entender limitações de cada mídia e respeitar o que cada linguagem faz de único. E sei que, qualquer que seja o caminho profissional que escolha, a narrativa vai estar no centro.


E esta é a minha história…

Desde antes de saber ler, eu já reencenava histórias. Bonecos, massinhas, caixas de papelão transformadas em cenários, jogos de carta inventados com personagens próprios — minha cabeça nunca desligava o modo narrativa. Eu não consumia histórias: eu as habitava.





Quando conheci os videogames e os quadrinhos, aos oito anos, foi como encontrar uma linguagem que já era minha. Passei a recriar personagens no Minecraft, no Roblox, nos jogos de Lego. Mas, com o tempo, deixei de apenas jogar ou ler. Comecei a dissecar — a perguntar por que aquela cena funcionava, por que aquele personagem era inesquecível, o que fazia uma história migrar bem de um livro para um jogo, de um game para uma série.




Foi aí que descobri o que me move: intermidialidade — o estudo de como narrativas se transformam ao mudar de mídia. Não é sobre dizer se algo é bom ou ruim. É sobre entender como The Witcher traduz a complexidade dos livros para um game, como Demon Slayer usa técnicas de quadrinhos e cinema ao mesmo tempo, como uma adaptação pode trair ou ampliar uma história original.

Na Clonlara School Off Campus, isso se tornou o eixo do meu aprendizado. Estudei construção de personagens, design narrativo, quadrinhos digitais, produção de vídeo, narrativa interativa. Criei jogos no Twine, protótipos no Unity, fiz cursos com Victor Ojuel e Arturo Monedero. Uso inteligência artificial como ferramenta de pesquisa — para explorar referências, testar estruturas narrativas e entender como as histórias se constroem em diferentes contextos. E me formei em teatro e dublagem, porque entendo que contar histórias com o corpo e a voz é tão rigoroso quanto qualquer outra linguagem.



Ainda estou descobrindo exatamente qual caminho quero seguir — e acho que essa honestidade importa. Num mundo onde ninguém sabe como estará o mercado daqui a sete anos, construir uma presença online com propósito é o que faz sentido agora. Este blog, o TikTok, o YouTube, os blogs da Clonlara: não são uma busca por viralizar. São uma vitrine viva de quem eu sou, do que penso, do que crio.