O meu portfólio e a minha história ...
Oi! Meu nome é Davi, e este é o meu portfólio ...
Ao longo do High School, a trajetória apresentada neste portfólio Pixel & Página revela um percurso consistente de amadurecimento criativo, analítico e técnico, no qual a produção artística foi se tornando, gradativamente, também uma ferramenta de reflexão sobre cultura e narrativa. Desde os primeiros registros até os projetos mais recentes, observa-se um movimento de ampliação do repertório cultural e de sofisticação dos processos de criação.
No início do percurso, os projetos se concentraram principalmente na exploração da cultura pop como campo legítimo de estudo e expressão artística. A análise de histórias em quadrinhos, animes, séries televisivas, filmes e games aparece como base fundamental para o desenvolvimento do pensamento narrativo. Nesse período, eu demonstrei forte interesse em compreender como personagens são construídos, como universos ficcionais se estruturam e como diferentes mídias utilizam elementos visuais e dramáticos para comunicar emoções e conflitos. As produções iniciais já indicam um olhar atento para estrutura narrativa, enquadramentos e construção de atmosferas, ainda que com soluções técnicas mais experimentais e espontâneas.
Com o avanço do High School, os projetos passam a integrar análise e produção de forma mais consciente. O uso de LEGO e dos bonecos articulados Dummy 13 torna-se um recurso central para a encenação de histórias e para o estudo prático da linguagem teatral e cinematográfica. A construção de cenários, o posicionamento dos personagens e a criação de sequências visuais demonstram uma progressiva compreensão de composição cênica, ritmo narrativo e expressividade corporal. O processo deixa de ser apenas recreativo e passa a assumir características de pesquisa artística, na qual cada cena criada funciona como um exercício de tradução visual de narrativas complexas.
À medida que o percurso escolar avança, o portfólio evidencia também um desenvolvimento significativo na análise crítica da cultura popular. Os registros passam a incluir reflexões mais elaboradas sobre personagens, enredos e estilos narrativos presentes em HQs, animações, séries e filmes. Essa etapa demonstra maturidade intelectual, pois o estudante deixa de apenas consumir ou reproduzir narrativas e passa a investigar suas estruturas, intenções e impactos culturais. O diálogo entre diferentes mídias torna-se mais evidente, revelando capacidade de reconhecer influências cruzadas entre linguagem teatral, quadrinhos, cinema e jogos eletrônicos.
Nesse mesmo período, observa-se um aprofundamento na relação entre teatro e narrativa audiovisual. A encenação com miniaturas e figuras articuladas passa a incorporar elementos como marcação de movimentos, criação de conflitos dramáticos e organização de sequências narrativas. O estudante começa a experimentar diferentes gêneros e estilos narrativos, transitando entre histórias autorais e releituras de universos ficcionais já existentes. Esse movimento demonstra crescente autonomia criativa e maior consciência estética.
Desde 2026, Davi de Castro Leão desenvolve formação continuada em teatro e dublagem, com prática regular documentada por meio de registros audiovisuais organizados em portfólio digital no YouTube. Ao longo desse período, realizou exercícios técnicos de atuação corporal e interpretação vocal, estudos de cena, monólogos, práticas de dublagem e processos criativos autorais, evidenciando desenvolvimento progressivo de competências cênicas e experiência prática na área.
Nos projetos mais recentes, percebe-se maior integração entre planejamento, execução e avaliação do próprio processo criativo. As produções revelam domínio crescente da organização narrativa, maior cuidado com ambientação e uma abordagem mais estratégica na escolha de recursos visuais. O estudante demonstra compreender que a criação artística envolve múltiplas etapas, incluindo pesquisa, experimentação, revisão e reflexão crítica sobre o resultado final.
Autoavaliação e Crescimento Pessoal
Ao longo do High School, o percurso evidencia um processo consistente de construção de identidade artística e intelectual. Inicialmente, a produção estava fortemente ligada ao entusiasmo e ao interesse espontâneo pela cultura pop. Com o tempo, esse interesse transformou-se em objeto de estudo, investigação e criação autoral. O estudante desenvolveu habilidades importantes como pensamento narrativo, observação estética, planejamento criativo e capacidade de traduzir ideias abstratas em representações visuais concretas.
O trabalho com LEGO e Dummy 13 contribuiu significativamente para o desenvolvimento da percepção espacial, da expressividade corporal e da compreensão prática da linguagem teatral e cinematográfica. Essas experiências favoreceram também o desenvolvimento de habilidades de resolução de problemas, experimentação e persistência diante de desafios técnicos e criativos.
Outro aspecto relevante do crescimento ao longo do High School foi o fortalecimento da autonomia no processo de aprendizagem. O estudante passou a assumir maior protagonismo na escolha de temas, mídias e estratégias de produção, demonstrando capacidade de integrar interesses pessoais com objetivos acadêmicos e artísticos. A produção do portfólio evidencia uma postura investigativa, na qual cada projeto funciona como etapa de um percurso maior de desenvolvimento criativo.
De forma geral, o percurso apresentado revela não apenas o aprimoramento de habilidades técnicas e artísticas, mas também o desenvolvimento de pensamento crítico, sensibilidade estética e consciência sobre o papel da narrativa na construção cultural. O conjunto dos projetos demonstra um processo de crescimento contínuo, no qual o estudante transforma interesses pessoais em investigação artística estruturada, consolidando uma trajetória significativa dentro do High School.
E esta é a minha história…
Desde que me entendo por gente, eu recrio os personagens que adoro e suas histórias. Antes mesmo de saber ler, já reunia meus bonecos preferidos, me fantasiava ou os desenhava, fossem heróis, vilões ou criaturas com poderes únicos. Massinhas, papel, tecidos costurados, caixas de papelão — tudo virava cenário, figurino, base secreta ou o próprio mundo onde esses personagens viviam. Cheguei a inventar jogos de cartas no estilo Super Trunfo, cada carta com sua história e atributos dos meus personagens favoritos. Era como se minha cabeça estivesse permanentemente sintonizada em um mundo paralelo, onde ideias e narrativas surgiam sem parar.
Aos oito anos, conheci os videogames e os quadrinhos — e foi como encontrar uma nova linguagem para expressar o que eu já fazia intuitivamente. Passei a recriar personagens no Minecraft, nos jogos do Lego, no Roblox, testando seus limites dentro das mecânicas digitais. Ao mesmo tempo, me apaixonei pela construção de universos, pelos enredos, pelos dilemas morais de personagens complexos. E, com o tempo, deixei de apenas jogar ou consumir HQs: comecei a dissecar como funcionavam, por que funcionavam — e o que fazia uma boa história ser inesquecível.
Na Clonlara School Off Campus, tudo isso se transformou em aprendizado legítimo. Cada projeto virou uma ponte entre minhas paixões e o desenvolvimento de habilidades em matemática, português, ciências, estudos sociais e idiomas. E em vez de apenas ler ou jogar, comecei a aprender através das mídias - HQs, games e animes. Descobri que a forma como uma história é contada é tão importante quanto a história em si. Me descobri fascinado pela intermidialidade, que é o estudo de como as narrativas e linguagens se transformam ao migrar de uma mídia para outra. Não existe um nome de profissão formal para isso, como "Crítico de Intermidialidade". É mais como uma especialização, um nicho que estou construindo dentro de várias áreas. Para mim, "analisar" não é o mesmo que "criticar". Não se trata de dizer se algo é bom ou ruim, mas sim de entender como uma adaptação funciona. Por exemplo, como um jogo como The Witcher consegue adaptar a narrativa complexa dos livros, ou como o anime Demon Slayer usa técnicas de quadrinhos e cinema para criar sua linguagem visual única.
Desde o Middle School, comecei a colocar a mão na massa. Com o apoio de ferramentas de IA, comecei a experimentar produzir vídeos para o TikTok e ensaios para o blog do meu Clube de Estudos na escola. Eu aprendi a ir além do "gostei" ou "não gostei" e me aprofundar nos processos criativos e nas limitações de cada linguagem. Para me aprofundar nesses temas, busquei cursos online que me deram uma base sólida em áreas que vão desde a construção de personagens até os desafios do design narrativo em videogames. Eu me aprofundei em narrativa interativa, fiz cursos com Victor Ojuel e Arturo Monedero, criei jogos no Twine e até protótipos no Unity. Fiz cursos na Doméstika, na ENAP e em outras plataformas, sobre temas como: Introdução aos quadrinhos digitais, Fábrica de personagens ilustrados, Design narrativo e de videogames, Direitos autorais e ética em IA, Produção e edição de vídeo.
E ao longo do High School, na Clonlara School Off Campus, eu dei continuidade aos estudos da cultura pop, mas eu me dediquei principalmente a formação continuada em teatro e dublagem, com prática regular documentada por meio de registros audiovisuais organizados em meu portfólio digital no YouTube. As atividades registradas neste período correspondem a práticas formativas em teatro e dublagem, documentadas por meio de vídeos organizados em playlists temáticas no meu canal de portfólio. As propostas envolveram exercícios técnicos com fonoaudióloga, estudos de cena, experimentações narrativas e processos criativos, com foco no desenvolvimento de competências expressivas, interpretação, construção de personagem, uso consciente da voz e do corpo, escuta cênica e autonomia artística. Os registros audiovisuais funcionam como evidência concreta de aprendizagem, permitindo acompanhar regularidade de treino, progressão técnica e aprofundamento conceitual, em consonância com os princípios de aprendizagem baseada em projetos e documentação reflexiva adotados pela Clonlara.
Ainda estou descobrindo qual caminho quero seguir. Tenho assistido entrevistas, ouvido podcasts, conversado bastante com minha família… E se tem uma coisa que entendemos é que ninguém sabe como estará o mercado de trabalho daqui a sete anos, num mundo onde a inteligência artificial cresce de forma quase imprevisível. Por isso, estar presente no TikTok, no YouTube, nos blogs da Clonlara, no Clube de Estudos, no Scribd… no momento, não é uma busca por viralizar. É um exercício de construir uma presença online com propósito — uma espécie de vitrine viva de quem eu sou, do que amo, do que penso. Um portfólio afetivo, intelectual e criativo, que pode — quem sabe — abrir portas no futuro, seja para estudar, trabalhar ou simplesmente me conectar com pessoas que vibram na mesma sintonia.
A universidade será o próximo capítulo dessa jornada. E eu me sinto preparado para isso: para estudar, para pesquisar, para criar, para colaborar. Pronto para transformar tudo o que amo em algo ainda maior.










